Facebook restringe uso das transmissões de vídeo ao vivo

Medida foi tomada para impedir a proliferação de conteúdos de violência e de ódio

Nesta quarta-feira, 15, o Facebook anunciou novas medidas para impedir a proliferação de conteúdo que induz à violência e ao ódio. A iniciativa foi tomada por conta do vídeo do ataque na Nova Zelândia, em que o agressor das mesquitas em Christchurch transmitiu ao vivo o ataque no qual ele matou 51 pessoas e deixou 50 feridos. A restrição, então, incluirá o bloqueio da opção de transmissão de vídeos ao vivo para usuários que compartilham publicações deste tipo.

A intenção da tecnologia é bloquear o acesso à ferramenta 'Facebook Live' por 30 dias, aproximadamente, a qualquer usuário que tenha compartilhado uma postagem que contrarie sua política de comunidade. Para isso, a empresa de Mark Zuckerberg destinará uma verba de US$ 7,5 milhões em tecnologia de análise de imagem e áudio, segundo um comunicado ao qual a Agência Efe teve acesso. Além disso, ele também planeja transferir o novo modelo de restrição para "outras áreas" nas próximas semanas.

A iniciativa, no futuro, também impedirá que os usuários que postam ou compartilham conteúdo proibido, como a distribuição de imagens de exploração infantil, possam criar anúncios. Até agora, o Facebook havia escolhido excluir apenas o conteúdo da plataforma e remover temporariamente ou bloquear páginas e contas que eram contra os regulamentos de uso.

O Facebook já possui uma operação composta por 30 mil funcionários em várias partes do mundo, direcionada a partir de Dublin, para detectar e interceptar conteúdo que afeta a segurança da plataforma, além de publicações que podem ser perigosas para o mundo 'offline'. No entanto, justifica o novo item do orçamento com a necessidade de "investigar mais profundamente" novas técnicas para identificar imagens e vídeos editados ou manipulados e que podem ser compartilhados em diferentes formatos e por várias contas diferentes, como no caso de Christchurch.

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