Leonardo Meneghetti: Resultado da competência

"Nunca tive dúvida do que ia ser na vida. Sempre soube que ia ser jornalista". E isto: desde pequeno, Leonardo Meneghetti Pinto da Silva sempre desejou seguir a profissão

 "Nunca tive dúvida do que ia ser na vida. Sempre soube que ia ser jornalista". E isto: desde pequeno, Leonardo Meneghetti Pinto da Silva sempre desejou seguir a profissão e já idealizava a sua carreira como jornalista. Tão logo entrou na faculdade de Jornalismo, na Famecos (PUCRS), em 1986, já conseguiu um estágio na assessoria de imprensa do Tribunal de Contas do Estado. Como queria uma oportunidade vinculada a veículos de comunicação, decidiu tentar uma vaga na Rádio Guaíba, que na época passava por uma reestruturação interna.


Não conseguiu o objetivo de imediato, mas, persistente, optou por fazer um estágio voluntário na emissora nos finais de semana, enquanto nos dias de semana continuava no Tribunal. "Fazia escuta voluntariamente na Guaíba e isso contribuiu muito para minha formação e experiência profissional", diz. No final de 1988, um anúncio em Zero Hora, que convocava estudantes de jornalismo para um processo de seleção do Diário Catarinense, chamou a atenção do jornalista. Meneghetti foi um dos selecionados pelo jornal catarinense e, na época, com apenas 20 anos, teve que abrir mão do convívio familiar e de sua própria faculdade para fixar moradia em Florianópolis.


Após dois anos de atuação na reportagem do jornal, Meneghetti decidiu voltar para Porto Alegre, a fim de retomar o curso de jornalismo e trabalhar em um veículo da capital. Foi transferido então, em 1990, para ser repórter da editoria de esportes de Zero Hora. Lá, trabalhou durante três anos até ser demitido por ter feito uma crítica severa ao Internacional. "Eu fiquei abalado com isso. Fiz uma matéria de denúncia, o dirigente do Inter pediu minha cabeça e entregaram ela", lembra. Embora o fato tenha sido traumático para ele - que considerava "estar num momento de ascensão em sua trajetória"-, ressalta que o episódio foi muito importante para seu aprendizado e sua vida. "Aprendi muito com esse choque. Agora sei que todos nós, jornalistas, devemos saber até onde vão nossos limites. E que os chefes devem saber até onde vai o tamanho da sua caneta", lembra ele.


Três dias depois que saiu de ZH, em 1994, foi convidado para trabalhar no Correio do Povo. No mesmo ano, Meneghetti aceitou o convite para trabalhar na Band, já que a experiência em mídia eletrônica era a única que faltava em seu currículo na época. Logo, percebeu que não conseguiria conciliar as duas atividades e deixou a equipe de reportagem do CP para dedicar-se somente à TV Band. Durante os seus 10 anos ali, ele já foi repórter, apresentador, coordenador, gerente de esportes e de jornalismo da TV Band e da Rádio Bandeirantes, estando atualmente na direção de jornalismo das duas emissoras. Meneghetti apresenta ainda os programas diários Toque de Bola, na TV, Atualidades Esportivas, na Band AM, e participa do Jornal Gente, também na AM.


À francesa


Meneghetti não esconde que sua prioridade são os programas realizados ao lado de sua família, a esposa Lúcia Mattos e o filho Antônio, de 2 anos. O casal se entende muito bem quando o assunto é conciliar família e trabalho, já que Lúcia também é jornalista. "A gente tenta organizar o tempo. Entendemos o envolvimento permanente que temos no trabalho e a questão dos horários. Eu passo grande parte do dia na Band, mas procuro estar presente nos principais momentos em família", diz. Porém, ressalta que gostaria de ter mais tempo para conviver em casa e acompanhar melhor o crescimento de Antônio. "A gente se reveza para dar banho nele. Mas eu não abro mão de levá-lo na escola", afirma. Não tendo muita disponibilidade nos dias da semana, aproveita os finais de semana para dedicar sua atenção exclusivamente para as atividades com Antônio e Lúcia.


"Nos finais de semana eu grudo no Antônio. Sou só família, a ponto de abrir mão das partidas de futebol com os amigos. Não reclamo disto, isso é prova de que fazemos trocas na vida", brinca ele. Entre as paixões de Meneghetti está a de jogar futebol de botão. Lamenta não estar praticando tanto como gostaria, mas revela que dispõem de todos os aparatos necessários para o jogo em sua casa. Ele se considera um maníaco para algumas coisas, como assistir à TV, escutar rádio e ser leitor voraz de revistas. "Sou uma espécie de revistamaníaco, adoro ler revistas dos mais variados segmentos". Confessa que não lê muitas obras de literatura, detendo-se mais na leitura diária de jornais e revistas.


Dos livros já lidos, destaca obras de biografia como as de Napoleão Bonaparte e Leonardo da Vinci. Outra paixão de Meneghetti é assistir filmes, não importando o lugar, nas salas de cinema ou em casa. Viagens estão entre os programas preferidos de Meneghetti. E nas preferências, uma curiosidade: ele gosta de ir para o Litoral no inverno, porque não gosta de muitos agitos e engarrafamentos. "Prefiro ir quando não tem ninguém lá. Em época de veraneio, lota tudo e não me dá prazer de curtir", revela. Entre os lugares admirados estão a França. Aliás, tudo que é proveniente do país é interessante para ele, até mesmo o hino nacional. "A música que eu mais gosto é a Marselhesa. Chego a ter mais de 10 versões do hino em casa", revela ele. Nos planos futuros da família está o de realizar viagens mais prolongadas, já que em função da idade de Antônio, os passeios , por enquanto, devem ser rápidos e com destinos próximos da capital. Budapeste, Viena e Praga estão no programa de lugares a serem visitados.


O jeito intenso de viver


A franqueza e sinceridade são as caraterísticas mais marcantes do jornalista. "Eu digo o que penso na cara das pessoas. Não tem meias- palavras para mim". Meneghetti enfatiza que "essa espontaneidade" tem um sentido duplo, dependendo da situação. "Ser franco é uma qualidade e ao mesmo tempo um defeito meu". Além da ansiedade para que as coisas aconteçam, o jornalista diz que seu principal aspecto negativo é o de querer que as pessoas pensem como ele. "Isto é uma marca que tento corrigir diariamente. Eu sou uma pessoa muito intensa. Quando eu erro, eu peço desculpas. Quero essa reciprocidade das pessoas", explica ele.


A dedicação também vale para o seu trabalho. Segundo Meneghetti, o grande projeto do momento é consolidar a qualidade do jornalismo da Bandeirantes. "Eu quero fazer isso aqui acontecer. Queremos dar um upgrade na posição da Band, conquistando uma representatividade maior.


O meu objetivo é tornar o trabalho que a Band já faz ainda mais visível no mercado", salienta. Como plano profissional, ele pretende se aperfeiçoar cada vez mais na condição de executivo. "A experiência que tenho aqui é mínima. Tenho que aprender muito ainda". Entre as conquistas da vida, Meneghetti é enfático ao dizer que alcançou os dois objetivos mais importantes de sua vida: a realização profissional e a felicidade plena por ter constituído uma família. Hoje, aos 37 anos, o extrovertido Leonardo Meneghetti completa quase 20 anos de carreira e atribui a ascensão profissional à sua filosofia de vida: seguir fidedignamente suas convicções ao tomar decisões. "Nunca tome uma grande decisão na vida sem dormir uma noite", aconselha.

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