Colunas | 07/03/2012

Apenas mais um dia

Márcia Martins

Hoje, quero homenagear todas as mulheres que acordam, diariamente, às 6h da manhã, de segunda-feira a segunda-feira, para tomar banho rápido, secar o cabelo, preparar o café de toda a família, arrumar o lanche dos filhos, pensar na comida do almoço ou dar ordens para a empregada doméstica, colocar um perfume e um batom. E antes das 7h30min alcançar o ônibus que sempre passa lotado neste horário para mais um dia de trabalho. Com toda a elegância possível se estiver de salto alto. De um dos tantos turnos de trabalho que ainda cumpre a mulher do século XXI. Porque ainda é da sua obrigação, o cuidado doméstico, as compras no supermercado, o colégio dos filhos, a higiene dos cachorros, a reunião do condomínio.
Todas aqueles mulheres que nos 365 dias dos anos, ou um dia a mais, se o ano for bissexto, como é o caso de 2012, conseguem equilibrar tantas jornadas de trabalho e de vida, tantos encontros e desencontros, tantos ganhos e tantas perdas. Independente de se chamar Maria ou carregar o peso de um sobrenome nobre e de dinastias importantes. As mulheres que exercem, com PhD ou aprendizado inicial a inconsequência do verbo amar. As mulheres que carregam em seus ventres férteis, durante nove meses em cada gestação, os filhos que mais tarde entregam ao mundo. As mulheres que aguentam as dores do parto e berram de horror quando encontram uma barata visitando os armários da cozinha.Neste Dia Internacional da Mulher, quero homenagear aquelas que sangram todo o mês e, se em idade fértil, choram e arrancam os cabelos uma vez que “o sangue mensal demora a descer”. As mulheres que desempenham diversos papéis, seja na vida profissional ou particular, tipicamente encaixados no perfil masculino de séculos passados de opressão. As mulheres que hoje são presidentes, governadoras, médicas, engenheiras, advogadas, juízas de futebol, trabalhadoras da construção civil. As mulheres que são mães biológicas, emprestadas, tias, madrinhas, avós. E as mulheres que são namoradas, esposas, companheiras, amantes ou que simplesmente optaram em viver sozinhas. O que não significa o celibato.Para as mulheres do século XXI, assim como esta que vos escreve, os dias 8 de março de todos os anos, são apenas datas para ganhar flores, promoções em lojas, torpedos de amigas e de clientes, merecer anúncios de página inteira em jornais, telefonemas de familiares, abraços de colegas tímidos nos corredores das repartições. Os dias 8 de março de todos os anos, servem para lembrar que todos merecem ter as mesmas oportunidades de trabalho e de vida. Preenchendo feminino ou masculino em qualquer cadastro exigido.Desde o dia 8 de março de 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque (Estados Unidos), ocuparam o local de trabalho para reivindicar melhores condições de trabalho e tratamento digno, como os seus colegas do sexo masculino, a data é apenas mais um dia no calendário. Desde aquele ano, em que 130 mulheres tecelãs morreram carbonizadas, em represália à manifestação, o dia 8 de março é uma nova data de reflexão de como podemos ser sempre melhores, não como mulheres, e sim como seres humanos.Não se trata, aqui, de desmerecer a luta feminista, a queima de sutiãs, e os diversos tipos de manifestações que o reconhecimento do Dia Internacional da Mulher pela ONU proporciona. Nem de exigir o Dia Internacional do Homem, da Esposa e de outros tantos. Hoje, quero homenagear todos os que entenderam que, em pleno século XXI, é preciso um mundo melhor para homens, mulheres e assemelhantes.
Hoje, quero homenagear todas as mulheres que acordam, diariamente, às 6h da manhã, de segunda-feira a segunda-feira, para tomar banho rápido, secar o cabelo, preparar o café de toda a família, arrumar o lanche dos filhos, pensar na comida do almoço ou dar ordens para a empregada doméstica, colocar um perfume e um batom. E antes das 7h30min alcançar o ônibus que sempre passa lotado neste horário para mais um dia de trabalho. Com toda a elegância possível se estiver de salto alto. De um dos tantos turnos de trabalho que ainda cumpre a mulher do século XXI. Porque ainda é da sua obrigação, o cuidado doméstico, as compras no supermercado, o colégio dos filhos, a higiene dos cachorros, a reunião do condomínio.
Todas aqueles mulheres que nos 365 dias dos anos, ou um dia a mais, se o ano for bissexto, como é o caso de 2012, conseguem equilibrar tantas jornadas de trabalho e de vida, tantos encontros e desencontros, tantos ganhos e tantas perdas. Independente de se chamar Maria ou carregar o peso de um sobrenome nobre e de dinastias importantes. As mulheres que exercem, com PhD ou aprendizado inicial a inconsequência do verbo amar. As mulheres que carregam em seus ventres férteis, durante nove meses em cada gestação, os filhos que mais tarde entregam ao mundo. As mulheres que aguentam as dores do parto e berram de horror quando encontram uma barata visitando os armários da cozinha.
Neste Dia Internacional da Mulher, quero homenagear aquelas que sangram todo o mês e, se em idade fértil, choram e arrancam os cabelos uma vez que “o sangue mensal demora a descer”. As mulheres que desempenham diversos papéis, seja na vida profissional ou particular, tipicamente encaixados no perfil masculino de séculos passados de opressão. As mulheres que hoje são presidentes, governadoras, médicas, engenheiras, advogadas, juízas de futebol, trabalhadoras da construção civil. As mulheres que são mães biológicas, emprestadas, tias, madrinhas, avós. E as mulheres que são namoradas, esposas, companheiras, amantes ou que simplesmente optaram em viver sozinhas. O que não significa o celibato.
Para as mulheres do século XXI, assim como esta que vos escreve, os dias 8 de março de todos os anos, são apenas datas para ganhar flores, promoções em lojas, torpedos de amigas e de clientes, merecer anúncios de página inteira em jornais, telefonemas de familiares, abraços de colegas tímidos nos corredores das repartições. Os dias 8 de março de todos os anos, servem para lembrar que todos merecem ter as mesmas oportunidades de trabalho e de vida. Preenchendo feminino ou masculino em qualquer cadastro exigido.
Desde o dia 8 de março de 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque (Estados Unidos), ocuparam o local de trabalho para reivindicar melhores condições de trabalho e tratamento digno, como os seus colegas do sexo masculino, a data é apenas mais um dia no calendário. Desde aquele ano, em que 130 mulheres tecelãs morreram carbonizadas, em represália à manifestação, o dia 8 de março é uma nova data de reflexão de como podemos ser sempre melhores, não como mulheres, e sim como seres humanos.
Não se trata, aqui, de desmerecer a luta feminista, a queima de sutiãs, e os diversos tipos de manifestações que o reconhecimento do Dia Internacional da Mulher pela ONU proporciona. Nem de exigir o Dia Internacional do Homem, da Esposa e de outros tantos. Hoje, quero homenagear todos os que entenderam que, em pleno século XXI, é preciso um mundo melhor para homens, mulheres e assemelhantes.

Hoje, quero homenagear todas as mulheres que acordam, diariamente, às 6h da manhã, de segunda-feira a segunda-feira, para tomar banho rápido, secar o cabelo, preparar o café de toda a família, arrumar o lanche dos filhos, pensar na comida do almoço ou dar ordens para a empregada doméstica, colocar um perfume e um batom. E antes das 7h30min alcançar o ônibus que sempre passa lotado neste horário para mais um dia de trabalho. Com toda a elegância possível se estiver de salto alto. De um dos tantos turnos de trabalho que ainda cumpre a mulher do século XXI. Porque ainda é da sua obrigação, o cuidado doméstico, as compras no supermercado, o colégio dos filhos, a higiene dos cachorros, a reunião do condomínio.

Todas aqueles mulheres que nos 365 dias dos anos, ou um dia a mais, se o ano for bissexto, como é o caso de 2012, conseguem equilibrar tantas jornadas de trabalho e de vida, tantos encontros e desencontros, tantos ganhos e tantas perdas. Independente de se chamar Maria ou carregar o peso de um sobrenome nobre e de dinastias importantes. As mulheres que exercem, com PhD ou aprendizado inicial a inconsequência do verbo amar. As mulheres que carregam em seus ventres férteis, durante nove meses em cada gestação, os filhos que mais tarde entregam ao mundo. As mulheres que aguentam as dores do parto e berram de horror quando encontram uma barata visitando os armários da cozinha.

Neste Dia Internacional da Mulher, quero homenagear aquelas que sangram todo o mês e, se em idade fértil, choram e arrancam os cabelos uma vez que “o sangue mensal demora a descer”. As mulheres que desempenham diversos papéis, seja na vida profissional ou particular, tipicamente encaixados no perfil masculino de séculos passados de opressão. As mulheres que hoje são presidentes, governadoras, médicas, engenheiras, advogadas, juízas de futebol, trabalhadoras da construção civil. As mulheres que são mães biológicas, emprestadas, tias, madrinhas, avós. E as mulheres que são namoradas, esposas, companheiras, amantes ou que simplesmente optaram em viver sozinhas. O que não significa o celibato.

Para as mulheres do século XXI, assim como esta que vos escreve, os dias 8 de março de todos os anos, são apenas datas para ganhar flores, promoções em lojas, torpedos de amigas e de clientes, merecer anúncios de página inteira em jornais, telefonemas de familiares, abraços de colegas tímidos nos corredores das repartições. Os dias 8 de março de todos os anos, servem para lembrar que todos merecem ter as mesmas oportunidades de trabalho e de vida. Preenchendo feminino ou masculino em qualquer cadastro exigido.

Desde o dia 8 de março de 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque (Estados Unidos), ocuparam o local de trabalho para reivindicar melhores condições de trabalho e tratamento digno, como os seus colegas do sexo masculino, a data é apenas mais um dia no calendário. Desde aquele ano, em que 130 mulheres tecelãs morreram carbonizadas, em represália à manifestação, o dia 8 de março é uma nova data de reflexão de como podemos ser sempre melhores, não como mulheres, e sim como seres humanos.

Não se trata, aqui, de desmerecer a luta feminista, a queima de sutiãs, e os diversos tipos de manifestações que o reconhecimento do Dia Internacional da Mulher pela ONU proporciona. Nem de exigir o Dia Internacional do Homem, da Esposa e de outros tantos. Hoje, quero homenagear todos os que entenderam que, em pleno século XXI, é preciso um mundo melhor para homens, mulheres e assemelhantes.



 

Márcia Martins

marfermartins@gmail.com

Márcia Fernanda Peçanha Martins é jornalista, formada pela PUC. Trabalhou no Jornal do Comércio, onde iniciou carreira profissional, na Zero Hora, no Correio do Povo, em assessorias de comunicação social empresariais e públicas, e atualmente trabalha no Governo do Estado. É poeta, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS. E tem o blog marcinhaprodigio.blogspot.com.

Publique o seu comentário. Clique aqui.



Colunas


rss RSS
ADVB ARI
Todos os direitos reservados © 1998.2014 - Coletiva.net.
A reprodução não autorizada é crime, fale conosco e evite constrangimentos.

Desenvolvido por dzestudio