Colunas | 21/01/2013

Vitrine

Mario de Almeida

Sei lá. Ou melhor, sei um pedaço da missa.

Quando no final dos anos 50 do século 20 Leonel Brizola assumiu o governo do Rio Grande, prometeu que nenhuma criança gaúcha ficaria sem escola.

Prometeu e cumpriu, construindo centenas de escolas e formando professores. Eu morava lá, então, e assisti à verdadeira revolução rural no setor de educação de base.

Governos sucessivos inseriram a educação como rotina administrativa, e no Censo de 2010 dos mais de 5.500 municípios brasileiros, seis, entre os 10 com os menores índices de analfabetismo estão naquele estado do Sul.

Sei também que o alto fluxo migratório alemão e italiano trouxe muito daquelas culturas para a região adotada.

O interesse pela minha última coluna onde faço notáveis referências sobre a cidade gaúcha de Carlos Barbosa, inclusive sobre o analfabetismo, mexeu com alguns leitores e hoje o que seria a Vitrine desta coluna passa a ser a própria.

Inté.

Vitrine

Jovem Mario, boa tarde. Memórias boas memórias. Moisés Andrade, Olinda/Recife

De Vila Isabel chegou o bem-humorado texto do meu editor e amigo Léo, cidadão honorário daquele bairro:

Viva Mario. Vou me mudar para Carlos Barbosa. Vou levando anotações para uma biografia mais ampla de Orestes Barbosa, as referências ao mesmo tronco do bahiano Rui e algumas novidades capazes de empolgar a turma letrada do lugar. No rastro do êxito, procuro e encontro um espaço para plantar o bairro de Vila Isabel do Sul, levando o Martinho para o Show de inauguração. O Brasil foi ocupado por desbravadores. Salve Mario de Almeida!  Léo Christiano, Rio

Marião, estamos, Ruth e eu, em Jaguarão, onde chegamos por volta das 20h e
logo saímos para conhecer a ponte que une Brasil e Uruguai, bem em frente ao nosso hotel, de nome geograficamente corretíssimo, Fronteira. Mas ao estudar o mapa do Rio Grande durante a viagem, chamou minha atenção a cidade de Carlos Barbosa que você descobriu. Suas informações atenderam à minha curiosidade. Gostei muito também da sacada sobre a cidade com a faca e o queijo na mão. Amanhã vamos vasculhar Jaguarão e Rio Branco, a cidade uruguaia no outro lado da ponte, inaugurada em 1930, ano da revolução getulista. Abração, Monte (José Monserrat Filho), Brasília/Rio

Hoje fiquei com vontade de conhecer o município de Carlos Barbosa!!! Neste Natal lembrei-me muito de você por conta daquela crônica inesquecível  que recebi de você um dia. A delicadeza dos chinelos ao lado da cama... não dá para esquecer, meu Amigo. Se puder me enviar agradeço muito, pois perdi grande parte dos meus arquivos. Um grande beijo para você e para a sua Aurea, com votos de um 2013 cheio de saúde e paz.  Mais talento não vou desejar, pois seria uma covardia para com os pobres mortais... Obrigada por me presentear com a sua coletiva. Marilia Vellozo, Rio

Meu filho adotivo, Eloí Flôres da Silva, residente em Porto Alegre, é um entusiasta daquela região dos vinhedos:

Mario, vou te acrescentar um detalhe importante sobre Carlos Barbosa.

Existe uma ligação turística – via trem Maria Fumaça – entre Bento Gonçalves e Carlos Barbosa (50 minutos).

Primeiro, passas no Vale dos Vinhedos; depois entras na cidade de Bento Gonçalves para tomar um bom espumante e comer um precioso galeto da serra; pega o trem Maria Fumaça com um grupo de artistas que cantam e te encantam com brincadeiras e boas trovas ao estilo italiano, e chegas em Carlos Barbosa.

Te enches de coragem com a Aurea e vem ao sul que te mostro essa parte “bella” do planeta. São duas horas de viagem Poa – Bento Gonçalves e estarás dentro do Vale dos Vinhedos – especiaria visual e de tecnologia em vitivinicultura.

É perto perante as 4 horas que tua mulher gasta para se deslocar ao trabalho diariamente, curtindo uma paisagem monótona no trânsito do RJ.

Abração. Tô no aguardo da confirmação. Onde se hospedar você tem, então...



 

Mario de Almeida

maryoalmeyda@gmail.com

Mario de Almeida é jornalista, publicitário, dramaturgo, autor de "Antonio's, caleidoscópio de um bar" (Ed. Record), "O Comércio no Brasil – Iluminando a Memória" (Confederação Nacional do Comércio), "Confederação Nacional do Comércio - 60 Anos" (CNC); co-autor, com Rafael Guimaraens, de "Trem de Volta - Teatro de Equipe" (Libretos); um dos autores de “64 Para não esquecer” (Literalis) e do “Almanaque do Camaleão” (Léo Christiano Editorial). Reside no Rio e há anos é diretor-editor de AciBarra em revista.

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