Cinco perguntas para Thaís Seganfredo

Jornalista é editora do Nonada e sócia-diretora da Riobaldo

Jornalista Thaís Seganfredo

1 - Quem é você, de onde vem e o que faz? 

Meu nome é Thaís Seganfredo, sou jornalista e pesquisadora cultural. Nasci em Boa Vista, Roraima, e já morei em alguns lugares do Brasil. Há 17 anos vivo em Porto Alegre. Trabalho como editora no site Nonada desde 2013 e sou sócia-diretora da empresa Riobaldo Conteúdo Cultural, junto com o Rafael Gloria, também jornalista. Além disso, eventualmente escrevo algumas reportagens especiais para o caderno Viver, do Jornal do Comércio

2 - Por que escolheu ser jornalista?

Eu entrei muito nova na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e, ainda com 16 anos, escolhi cursar Publicidade e Propaganda, em 2008. Era engraçado, porque eu via alguns colegas me falando que estavam no curso de Jornalismo, na época tínhamos várias aulas juntos, e eu pensava que queria estar no Jornalismo também. Escolhi Publicidade porque achei que seria mais fácil passar no vestibular. Mas foi no curso que fui descobrindo que queria trabalhar em redação. Gostava de contar para o mundo problemas e questões sociais relevantes, queria contar histórias de pessoas com vivências diversas. Em 2011, quase no final do curso, abandonei as aulas e tomei a decisão de estudar por conta própria e tentar o vestibular para Jornalismo. Queria tanto que acabei passando em primeiro lugar em 2012, na Ufrgs. 

3 - Como está o projeto de jornalismo cultural Nonada e Riobaldo?  

Tomamos este ano a decisão de fazer da Riobaldo a agência de conteúdo do Nonada. Nesse sentido, o Rafael e eu, que somos os editores do Nonada, criamos, em 2019, a Riobaldo, focada em produzir conteúdos para terceiros na área cultural, oferecendo um serviço aprofundado e especializado. E a decisão de unir as duas iniciativas veio para potencializar a força institucional dos projetos. 

A repercussão tem sido muito boa, nosso público na Riobaldo é também boa parte de nosso leitor no Nonada. Acredito que oferecer soluções diversificadas em comunicação cultural é também atender a demandas do próprio setor. Hoje em dia, todo veículo de jornalismo digital precisa diversificar sua fonte de recursos, justamente para manter seu trabalho independente. 

Temos algumas novidades em vista para este ano. Em breve, o Nonada vai lançar um edital para bolsas de reportagens na área cultural, que será aberto para jornalistas de todo o Brasil. 

4 - Qual a importância do Nonada e do Riobaldo para a sociedade?

Acredito que a mesma importância de qualquer veículo jornalístico comprometido com atividade: contar histórias diversas, noticiar aquilo que não é visto e que precisa ser mostrado, levantar debates na opinião pública, sempre utilizando métodos objetivos para buscar a notícia. No caso do Nonada, especificamente, temos como foco pautar questões sociais dentro da arte e da cultura e fazer matérias investigativas sobre políticas públicas de cultura, um tema que, na minha opinião, é pouco abordado na mídia em geral.

5 - Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Espero que Nonada e Riobaldo continuem a caminhada de crescimento que estamos vivendo e que ambas as iniciativas sigam contribuindo para o jornalismo cultural do Estado. Em cinco anos, me vejo fazendo o que gosto: editando as matérias do Nonada e encontrando um tempo para ir a campo e escrever reportagens mais aprofundadas na área.

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