Chegou ao fim nesta quarta-feira, 27, a greve dos roteiristas que acontecia nos Estados Unidos. O Writers Guild of America (WGA) anunciou a decisão depois de chegar a um acordo provisório de três anos com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) sobre novos modelos de contrato. A paralisação dos trabalhadores acontecia desde maio, contava com apoio do SAG-AFTRA, sindicato americano que representa 160 mil atores, e causou um prejuízo de aproximadamente U$5 milhões para a economia do país.
A associação se pronunciou em seu perfil no X. “O WGA chegou a um acordo provisório com o AMPTP. Hoje, nosso Comitê de Negociação, o Conselho do WGAW e o Conselho do WGAE votaram unanimemente para recomendar o acordo”, é o que diz a postagem do sindicato, que autoriza a volta aos trabalhos de forma imediata.
A paralisação, que perdurou por 148 dias, entre muitas coisas, reivindicava o aumento dos salários em meio a um cenário de mudanças e incertezas devido a ascensão dos streamings – plataformas que demandam conteúdos mais curtos e menores pagamentos residuais. O avanço no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) também preocupa os profissionais, que passaram a encará-la como uma ameaça, visto que a tecnologia está sendo usada para criar roteiros.
O documento do acordo possui quase 100 páginas sobre novas condições de trabalho. O crescimento dos pagamentos e níveis mínimos de roteiristas em salas de TV foram algumas das conquistas do grupo. O WGA afirma que o trato é excepcional e fornece ganhos e proteções significativas para escritores.
Além disso, a Inteligência Artificial também não poderá ser utilizada para escrever ou reescrever materiais e não é permitido creditar conteúdos produzidos pela tecnologia à categoria. Sua utilização é restrita ao consentimento e políticas da empresa, e materiais já gerados pela ferramenta devem ser divulgados aos profissionais.
