Alexandre Gadret: Engenheiro de ideias

Com o desafio de presidir a Agert, o executivo assume o compromisso de luta pela legalidade e justiça

Alexandre Gadret - Reprodução

Com um sorriso no rosto, distribuindo simpatia, o diretor executivo da Rede Pampa de Comunicação, Alexandre Alvarez Gadret, transita pelos corredores da empresa. Ele, que acaba de assumir a presidência da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e TV (Agert), é uma pessoa acima da média com seus 1,88 de altura, e demonstra que voa alto também nas ideias, na postura profissional, no amadurecimento e no contato interpessoal.

Já nos primeiros momentos de conversa, Alexandre revela que, além da simpatia, traz como característica marcante a comunicação - o que acredita ter herdado do pai, o administrador de empresas e presidente da Rede Pampa, Otávio Dumit Gadret, que também já presidiu a Agert, em 1986. Alexandre já era vice-presidente da associação e tomou posse no dia 22 de outubro. Acredita que este está sendo seu maior desafio profissional: "Queria sempre poder fazer o máximo, e acredito que foi por perceber esta minha vontade de contribuir que fui convidado a ser candidato à presidência".

Assim, aos 31 anos, Alexandre é o presidente mais jovem que a Agert já teve, garante ter consciência da responsabilidade que começa a carregar nos ombros e antecipa que a luta pela legalidade e justiça será uma das principais frentes da sua gestão. Para isto, pretende batalhar para que a radiodifusão não seja injustiçada por medidas legais restritivas infundadas ou descabidas. "Precisamos nos certificar que a legalidade seja cumprida por todas emissoras que utilizem o espectro de radiofrequência da radiodifusão e manter o diálogo com as autoridades competentes, nossos governantes e legisladores", diz. E enfatiza que, para isto acontecer, é fundamental estar sempre presente. 

Comunicação nas veias

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em 2003, o jovem executivo tem sua história de vida ligada aos meios rádio e televisão. E isto desde seu nascimento, no dia 9 de dezembro de 1977, em Porto Alegre, já que, filho de donos de rádios e TV, passou boa parte da infância vendo a família trabalhar e circular pelos estúdios e corredores de emissoras da Rede Pampa.

Mesmo a mãe, Sandra Maria Gadret, sendo advogada, Alexandre lembra que ela sempre o levava para a empresa do pai, para que ele e os irmãos - Rafael, que hoje cuida da parte administrativa do jornal O Sul; Fernanda, que é responsável pelo jurídico da empresa; e Cristina, que coordena a produção e o conteúdo dos programas - participassem da construção do patrimônio da família e do desenvolvimento da comunicação como um todo. Os pais sempre os ensinaram que teriam de fazer o que gostavam, tanto é que nunca os induziram a trabalhar em veículos da Pampa. Contudo, Alexandre explica que ele e os irmãos acabaram se apaixonando pelo mundo da comunicação e, ao natural e mesmo que em áreas diferentes, optaram por trabalhar na rede.

A família Gadret tem a comunicação correndo nas veias e na experiência que foi sendo adquirida ao longo do tempo. Segundo o executivo, o amor pelo rádio, pela televisão e pelo jornal nasceu desta vivência familiar, presente no sangue e nas conversas do dia-a-dia. E suas lembranças vêm desde os tempos de garoto, quando alimentava muita curiosidade sobre aspectos técnicos de tantos equipamentos que havia na TV. Podia caminhar pelos estúdios e ter acesso a aparelhos que não são comuns na rotina de uma criança. O resultado é que, acredita, com isto foi despertando para a engenharia e para comunicação. "Hoje isto me deixa muito honrado, porque é uma grande responsabilidade poder falar com milhões de pessoas por meio dos veículos de comunicação", diz, enumerando que só através das emissoras de rádio da família são atingidas, na região metropolitana, mais de 1.500 mil pessoas. "Isto sem falar em TV e jornal", orgulha-se.

Sua trajetória profissional começou muito cedo. Em 1992, com apenas 15 anos, o garoto já trabalhava na Pampa com edição não-linear, um processo surgido com os recursos disponibilizados pelos microcomputadores em que ele convertia as imagens que seriam usadas nos programas para um formato digital e as modificava livremente. Após oito anos na mesma função, em 2000, Alexandre decidiu direcionar a experiência adquirida para outra área. Nesta época a faculdade já estava em andamento e então ele foi trabalhar com Tecnologia da Informação, desenvolvendo a parte de software e produção para os jornais. Um ano depois, com a fundação do jornal O Sul, em 2001, assumiu a diretoria comercial da empresa. Há dois está à frente da diretoria executiva das emissoras de rádio da linha de entretenimento. "Através dessa área de trabalho, temos feito o melhor para essas emissoras serem líderes de Ibope. O meu trabalho hoje é atuar na nossa área de entretenimento para que elas sejam mais percebidas pelo mercado", explica. E agora, na rotina atual de trabalho do executivo, acumulam-se também as atribuições do cargo de presidente da Agert, o que exige ainda a presença em eventos e reuniões, inclusive no interior e em Brasília. 

Abraçar o mundo

Alexandre é apaixonado pela esposa, a arquiteta Elisa Duarte, com quem está casado há dois anos. Conheceram-se há 10 anos, na praia de Xangri-lá, quando a garota estava de férias na casa de uma amiga. "Desde que trocamos o primeiro beijo, não nos desgrudamos mais e estamos juntos e felizes", declara. O casamento, detalha ele, marcou um momento novo na vida dos dois, "um momento mais responsável, uma vida mais controlada, com mais afeto no dia-a-dia". Filhos? Ainda não passa pela cabeça do casal, que neste momento prefere curtir os sobrinhos gêmeos, Eduardo e Rafael, filhos de Fernanda.

Nos dias de folga é comum ver-se o casal fazendo exercícios no Bairro Assunção, na zona Sul da Capital. Alexandre gosta de fazer declarações de amor a Porto Alegre, e sempre que pode também costuma viajar, principalmente para a cidade de Encantado, para visitar os sogros. Praticante de esportes radicais, tem prazer em velejar, esporte que consegue aproveitar mais nas férias de verão. O gosto por filmes americanos e por leitura de livros técnicos, náuticos e profissionais também é atualizado nos momentos de folga, que divide com passeios na orla do Rio Guaíba e encontros com amigos.

É com um afetuoso sorriso - que parece sempre permanente em seu rosto - que Alexandre encerra a conversa, dizendo que se considera um metódico, e destacando como traços de sua personalidade a racionalidade e a mania de tentar abraçar o mundo. "Não sei se é uma mania, mas, acredito que é o que me diferencia entre os outros", conclui.

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