Ana Paula diz que data driven é como lidar com erro e com o desconhecido

Medições de venda em on e offline conduzem primeira parte do debate

Ana Paula, Leite e Rocco - Agência Preview

Lidar com medições de venda a partir de campanhas on e offline entrou na pauta do debate no Ahead! desta terça-feira, 16. E, para entender sobre os resultados de venda, Ana Paula disse que, para ela, data driven é um aprendizado constante de lidar com erro e com o desconhecido, pois só se aprende fazendo. "Tem fazer para evoluir e acho que o mindset de aprendizado nunca foi tão grande e rápido como é atualmente", sentenciou.

Sobre isso, Rocco mencionou o termo fail fast (falhar rápido). Para ele, isso é mais aceitável em alguma empresa que está começando, porém, é mais difícil em companhias já consolidadas. "As equipes se traumatizam com isso e quando se começa a implementar essa cultura de data driven, as áreas entram em um processo de autodefesa, pois até agora vivem da cultura de apontar o dedo", declarou.  

Rocco também afirmou que as empresas vêm de um histórico de aprofundamento de estudo de performance, quando é essencial medir o engajamento do público para saber qual a resposta do investimento. "Isso veio forte no digital e as empresas fazem vários estudos para entender, mesmo sendo um espaço desconhecido", falou, lembrando que, na mídia offline, as pessoas compram como faziam há 40 anos, seguindo um processo que sempre deu certo, mas que olha para trás. "A gente não tem um processo que olhe para frente, não sabemos como fazer uma mídia que olhe para o futuro", comentou, adiantando que o próximo passo da SKY é fazer análise de dados cruzados entre on e off.

Ana, por sua vez, disse acreditar na integração dos meios, com a mesma mensagem, pois o impacto que isso tem na marca é maior. Segundo ela, o offline é mais difícil comprovar como a mídia resultou na venda, e no online existem algumas maneiras. "Vemos alguns modelos, mas não acredito em um que funcione 100%", citou, ao exemplificar que cada categoria de marca da Unilever tem uma dinâmica que direciona a estratégia. "O público é diferente, e nada vai ser mais eficiente que a TV para atingir todos os públicos, de norte a sul do Brasil e de todas as idades."

No que se refere ao offline, Rocco disse que, embora a SKY tenha parte da venda feita 100% digital, outra parte significativa é feita por venda física. "Temos mais de 17 mil pessoas espalhadas pelo Brasil que vai de porta em porta vender nosso produto", explicou.

Ao longo desta noite, a equipe de Coletiva.net realiza a cobertura em tempo real da quinta edição do Ahead!, evento proporcionado pelo Grupo RBS. O time do portal é composto por Carlos Redel, Gabriela Boesel e Patrícia Lapuente.

  

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