Quarenta e três servidores aderem ao plano de demissão da Fundação Piratini

Destes, 18 haviam sido demitidos e entraram com pedido de pagamento de indenização prevista no programa

Quarenta e três servidores aderiram ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) da Fundação Piratini, cujo prazo para aderência se encerrou na última sexta-feira, 12. A presidência da entidade informou que, deste total, 18 funcionários haviam sido demitidos entre o final de 2017 e início deste ano e entraram com o pedido de pagamento de indenização prevista no programa. Os outros 25 aderiram à proposta que, além de incluir os valores referentes aos direitos trabalhistas, inclui a compensação de um salário por cada quatro anos de serviços prestados.

Conforme a Fundação, o Governo do Estado desembolsará cerca de R$ 1,5 milhão para cobrir a adesão ao plano, além dos valores referentes às rescisões trabalhistas. "A aceitação ficou dentro do esperado", falou o presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Jr., ao se referir aos 20% dos 209 servidores que poderiam aderir à proposta. Alguns servidores que entraram no último concurso de 2014 também assinaram o PDV. "Este é mais um passo dentro do nosso planejamento de extinguir a Fundação até o início de abril, passando as outorgas da TVE e da FM Cultura para o controle do Estado", observou.

Dentre os que aceitaram a proposta, 16 eram funcionários das áreas de Jornalismo, Programação, Técnica e Financeiro. Seis estavam em licença saúde e outros três tinham contrato suspenso por licença tirada pelo próprio empregado. O programa foi assinado pela Fundação Piratini e pelos sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), dos Radialistas e dos Engenheiros, e homologado no Ministério do Trabalho e Emprego em 8 de janeiro.

O presidente do Sindjors, Milton Simas, lamentou que o Estado esteja conseguindo levar adiante a extinção da Fundação Piratini, aprovada em dezembro de 2016. "É uma postura de desconstrução da comunicação pública. Muitos dos colegas que aderiram ao PDV não aguentavam mais a situação vivida dentro da entidade, de pressão e perseguição", salientou ao Coletiva.net.

Em conversa com a reportagem, a jornalista Fernanda Bastos, que representa os servidores no Conselho Deliberativo do órgão público, contou que vê o número de colegas que assinou o PDV com preocupação. "A adesão coloca a Fundação em situação de fragilidade, uma vez que não sabemos como a presidência dará continuidade ao trabalho dos que ficarem na TVE e na FM Cultura", pontuou, ao mencionar que nenhum empregado foi notificado de como as gravações dos programas serão encaminhadas. "A direção não está sendo transparente conosco", afirmou.

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