Eu amo esses presentes que a vida nos dá

Por Grazielle Araujo

Quem me conhece, sabe: eu AMO comemorar aniversário. Talvez já sabendo que eu seria tão festiva, Deus me mandou vir ao mundo no dia mais especial para ele, 25 de dezembro! Sim, eu faço aniversário no Natal. Sim, eu exijo dois presentes (!). Sim, eu comemoro sempre antes e isso só me traz sorte de ter as pessoas que amo pertinho. E não, eu não gosto de receber parabéns na noite de Natal. Dia 24 é uma coisa e dia 25 é só quando eu acordo. E como eu prefiro sempre ver o lado bom das coisas, é bem difícil algum amigo esquecer da data. Por que eu resolvi escrever sobre isso? Em primeiro lugar, para dizer que espero sim os parabéns no dia 25. E para lembrar o quanto devemos comemorar a vida, do jeitinho que ela é, como ela nos desafia, nos agrada e nos faz querer sempre mais.

Ser jornalista é celebrar pequenas - e grandes - coisas. Só a gente sabe o gostinho de emplacar um artigo, uma entrevista na hora certa, um post que repercute bem, um "click" de uma boa sugestão de pauta. O artigo do Nilson Souza desta quarta-feira (18) na Zero Hora, intitulado de "Jornalista desde criancinha" destaca a vocação de quem escolhe essa nossa profissão.

Ao longo destes últimos meses, aqui na Casa Civil, temos trabalhado, intensamente, nesta relação governo + imprensa + deputados + sociedade. A exaustão é diretamente proporcional à dedicação, ao comprometimento e a vontade de fazer as coisas darem certo. Quando chegamos mais da metade do caminho, ali na curva que vai nos mostrar o pórtico, a reflexão de ter - diariamente - construído um legado nos arranca um sorriso sincero e fácil. Lembra que falei sobre relacionamento dia desses? E também sobre disponibilidade? Tem coisas que são presentes.

Hoje pela manhã, um minuto após ser anunciada a cassação da liminar que impedia a votação de um dos projetos do Executivo no Legislativo, recebo a ligação da produção do programa Timeline, da Rádio Gaúcha, que tem entre os comandantes a antenada e queridona Kelly Mattos. Em dois minutos, o secretário entrava ao vivo para conversar com ela e com o David Coimbra sobre a notícia mais esperada da manhã. No final da entrevista (lembra que falei ali de presentes?) Otomar Vivian parabenizou a emissora por tamanha agilidade e num gesto de grandeza mencionou meu nome. Pensem na felicidade desta jornalista que vos escreve. Sabe pinto no lixo? Eu tava no meio do banhado já. Quanta bobagem, alguns podem pensar. Que convencida, outros vão julgar. Merecido, podem também comentar. O ato do nome ser citado é um floreio e um carinho na alma. O reconhecimento da sinergia entre profissionais dedicados com a verdade e com a notícia certa é um presente que já aceitei como um dos primeiros de aniversário. E que venha como eu gosto: merecido, sincero, singelo, mas de coração.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, cursa MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, na Estácio de Sá, é pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs) e da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Tem o site www.graziaraujo.com

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