Marcas que encantam deveriam ser tendência

Por Grazielle Araujo

Eu adoro falar de experiências, sensações, descobertas. Dia desses participei de uma live no Instagram com um grupo de empreendedores para dar um relato como consumidora. Comentei sobre os pequenos e singelos detalhes que fazem a diferença para quem está recebendo um produto ou serviço. Se cada empresário fizer o trabalho de se colocar do outro lado do balcão, as mudanças serão sempre positivas. Lembra da palavra empatia? Entre os significados ofertados pelo Google, compartilho um bem fácil de entender: empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. É isso! É sentir, é vivenciar a experiência que tua marca proporciona, é ver onde um gesto pode agregar valor.

O que a marca entrega? Qual o significado dela para quem trabalha e para quem recebe? Que mensagem emite na hora da troca? Qual a relação que está sendo criada com o consumidor? Por que ele deve te escolher ao invés do concorrente? Você também entrega carinho? Qual a razão de ser do seu negócio? 

Neste tempo de pandemia, de reflexões, de escolhas, as relações de consumo estão mudando. O essencial de hoje não é o mesmo do início do ano e nem será o mesmo do final do ano. O mundo parou para se ressignificar, assim como tudo a nossa volta. Um bilhetinho escrito à mão, que não demora mais de 30 segundos para ser personalizado, toca um coração. Uma flor no meio de uma cesta de frutas e verduras, decora a casa e desperta um sorriso sincero. Nada disso tem um custo financeiro significativo, mas tem um valor imensurável. Estamos precisando de mais envolvimento, de mais afeto, de mais compaixão. 

As infinitas ações de diferentes marcas para os profissionais da saúde são outro exemplo de empatia. Poucos realmente sabem o que é a vida dentro do hospital, de cara com um vírus que manda todo mundo ficar em casa. Vi diferentes marcas fazerem pequenos gestos, mas que valem como um abraço nessa galera que tá - literalmente - na guerra. 

Agora é a hora de olhar para dentro de si e rever conceitos. Digo pessoalmente e profissionalmente, em especial aos que empreendem. A marca fala e isso é um legado. Quem gosta, quem admira, quem se sente tocado de alguma forma, indica, recompra, divulga. Use e abuse da criatividade e de gestos sinceros. O universo conspira e os consumidores reconhecem e agradecem.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, cursa MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, na Estácio de Sá, é pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs) e da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Tem o site www.graziaraujo.com

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